19 de agosto 2011 as 3:35 pm

A NOVA DROGA

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O crack vem sendo espalhado por todo o mundo. Chegou ao Brasil na década de 90. Tem um efeito devastador na vida do viciado. Neste espaço de tempo o consumo nas “bocas de fumo” e na “Cracolândia” explodiu. A avaliação do Ministério da Saúde é que 600 mil brasileiros são viciados da droga. Temos especialistas que fazem um cálculo diferente, chegando a um milhão de consumidores. O crack produz efeitos mais devastadores do que a cocaína. Por ser uma droga barata, espalhou-se com rapidez pelo País. Tem um efeito maléfico dez vezes mais que a cocaína. Em relação a outras drogas existentes ainda é considerada nova.

É muito triste ver, entre muitos viciados do crack, crianças e adolescentes sem resgate da infância perdida nas mãos de bandidos traficantes. No Brasil o uso do crack vem se alastrando por todo território. Em 2005 eram 380 mil e em 2011 alcançou 600 mil pessoas extremamente viciadas. A cura é difícil. Não é fácil tirar das ruas os dependentes do crack dominados e explorados pelos traficantes. O crack é uma mistura de pasta base de coca com substâncias diversas, entre elas o bicarbonato de sódio e amônia.

A mais nova droga depois do crack surgiu na Rússia, vem se espalhando pelo mundo e chegou ao Brasil. Ganhou o nome de “Krokodil”, ou seja, “Crocodilo” em português. Sua composição inclui até gasolina. Destrói a pele e mutila o corpo do usuário. A nova droga tem um efeito cruel. O “Crocodilo” é formado por uma mistura de derivado de ópio, a codeína; Acrescenta-se uma série de elementos químicos, como gasolina, solvente de tinta, ácido clorídico, iodo e fósforo vermelho.

Vai em busca do entorpecente quem não consegue sustentar o vício da heroína. Chega ao preço de R$ 50,00 a R$ 150,00 o grama ao consumidor. É uma verdadeira mina nas mãos dos traficantes e das mais diversas máfias. O “Crocodilo” com o seu efeito arrasador, cuja potência vai a dez vezes acima da heroína e custa de cinco a oito reais o grama. A nova droga leva os dependentes químicos ao fim da picada. O custo em dinheiro é mais baixo mesmo que o drogado tenha de roubar ou fazer qualquer coisa para segurar o vício.

O efeito destruidor no corpo do ser humano reduz a expectativa de vida. Fica entre um a três anos de existência. Quem é usuário do “Crocodilo” com o tempo a pele fica escamosa e esverdeada. As veias rompem, Oe tecidos morrem e soltam do corpo. A carne vira farrapos e fica podre em função da acidez da droga. Os sobreviventes sofrem amputações. Ficam com problemas de mobilidade, raciocínio, fala e visão. Já ocorreram casos de meningite, explosões de artérias do coração e putrefação até a morte.

Sem medidas sérias por parte das autoridades os problemas tendem a se agravar cada vez mais. Em alguns lugares o poder público está colocando em prática o chamado “acolhimento compulsório” de crianças e adolescentes que perambulam e dormem nas ruas. É preciso recuperar o direito de viver. Aplicar um programa que leve ao retorno dos estudos escolares, dando oportunidade da volta para casa de onde fugiram. O bom é saírem dos abrigos ao completarem 18 anos. Já há projeto de lei que prevê a internação forçada de crianças, adolescentes e adultos dependentes de drogas. Um levantamento que vem sendo feito pela Confederação Nacional dos Municípios estima que quase dois milhões de brasileiros estão no mundo da dependência das drogas. A luta para transformar a vida do dependente químico vem do sucesso almejado que leve à reintegração social do paciente. Não se pode jogar o problema para debaixo do tapete. Nem esquecer o mal que a droga causa à sociedade.

Por: José Alves

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