5 de janeiro 2012 as 6:00 pm

LEI MORTA

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A lei “Ficha Limpa” é como se fosse um aborto, já nasceu morta. O Supremo Tribunal Federal sinalizou que a lei seria transformada em letra morta no momento de conduzir os fichas sujas para o Congresso Nacional ou para condenação. Independente de siglas partidárias, sem diferenciar os corruptos, foram carimbados como se fossem “Fichas Limpas”.

A lei do faz de conta apareceu por pressão popular, levada aos parlamentares que não queriam nem ouvir falar uma lei desse tipo. Criou-se um tipo de ambiente constrangedor especialmente para sua aprovação, entretanto, deram o jeitinho de sempre. Consideraram inconstitucional, mandaram a responsabilidade para os juízes. Deixaram no empate e na hora decidiram pelo voto de Minerva.

Por trás de tudo que vem ocorrendo há uma desenfreada guerra política para conter qualquer tendência que considere a lei “Ficha Limpa” como viva. Jamais inúmeros corruptos instalados no Congresso estariam satisfeitos com a validade da lei que já está riscada do mapa. A política em nosso País não é levada a sério. Existe um escândalo atrás do outro. Desvio de dinheiro público até parece brincadeira. Tiririca antes de eleito dizia: “Pior do que está não fica”. Esta expressão dá a entender que ela é verídica, de acordo com o que representa a Câmara Federal perante ao povo. Depois de eleito, Tiririca em conversa com um eleitor foi claro: “Seu besta, quem mandou votá em mim”.

A “Ficha Limpa” está considerada morta para a satisfação de muitos. As eleições de 2012 não trarão preocupação para os concorrentes às prefeituras e às câmara municipais, principalmente para os “fichas sujas”. A movimentação nos bastidores contra a lei é extrema, visando evitar estragos, considerando hipócrita e demagoga. Transferiram da urna para os tribunais a decisão final sobre quem pode ou não ser candidato.

Por: José Alves

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