Eduardo Fonseca

 

O TEMPO É DE REFLEXÃO!

Parece que esse programa pago pelo eleitor contribuinte, com o objetivo de ouvir as propostas dos que se habilitaram a concorrer ao pleito de Presidente, Governador, deputados e Senador, no próximo dia 3 de outubro.

Poucos dias, trinta dias, mais especificamente, faltam para seis tecladas na maquininha de votar, decidam o destino do nosso País, por quatro anos, por isso, cuidado, muito cuidado!

Nesta eleição fria, sem muita motivação, talvez, por excesso de rigor das leis eleitorais, sobre os gastos vultosos dos candidatos, além de que os candidatos ao Legislativo e ao Senado, pouco ou quase nada de proposta apresentam, até o momento, talvez na arrancada final neste mês de setembro, possam melhorar, e muito, o discurso.  Mas para o Executivo, meu Deus, me dá medo!

Na esfera presidencial, a candidata do governo que está aí, tenta fazer-se acreditar que estamos ou que iremos para um Brasil Novo. Transformar a terra de Vera Cruz e Santa Cruz, em uma terra do nunca, o que se fala é de um outro País. Tudo é belo, tudo funciona, todo mundo feliz, não falta nada, não tem fila para atendimento no INSS, nem nos postos de saúde!

Não, os marqueteiros da situação tentam massificar o povo, falando muito de coisas boas que o povo não tem. Talvez com o objetivo de fazer o povo pensar que está cego. É menosprezar a inteligência do eleitor brasileiro.

Parece que vivemos na Bélgica, na Suécia. O Posto de Pronto Atendimento vinte e quatro horas, funcionando, hospitais limpos, arrumados, bem equipados, escolas maravilhosas, fazendo o povo esquecer o drama e as manobras do governo estadual, para recuperar, aqui em Santarém, a escola Álvaro Adolfo, Olindo Neves, Professora Romana Leal, estradas que são uns tapetes, e as vicinais, Polícia com viaturas, com combustíveis e com verba para as manutenções.

Na hora de votar, lembre-se do mensalão, do cuecão, do nosso Presidente que é cego, surdo e sofre de amnésia, pois nunca viu nada, nunca ouviu nada e esqueceu que o Sarney é um homem comum, ou seja, todos são iguais perante a lei. Pois é!

Nesta época de reflexão, não esqueça de lembrar do sofrimento dos aposentados, dos que necessitam de tratamento fora do domicílio, dos escândalos da Previdência, das obras do PAC (Programa de Ajuda aos Companheiros). Dos transportes urbanos deficientes e sucateados que ajudam a entrada dos transportes alternativos, das vans e dos mototaxistas por incompetência dos governos e governantes.

E o que dizer dos crimes ambientais que os três maiores municípios de desmatamentos estão no Pará? E da imposição de obras impostas pelo governo para sair mais dinheiro a custa do sangue do contribuinte, como no caso do Belo Monte e as hidroelétricas do Tapajós. E da luz para alguns, não para todos, a Santarém Cuiabá, a ferrovia Norte e Nordeste.

A sua privacidade invadida de vez em quando, lembre-se da venda de dossiês, da invasão dos seus sigilos bancários, da censura prévia à imprensa, como no caso da Folha de São Paulo, que até hoje não pode publicar as sujeiras do filho do Sarney.

O Brasil dos alagamentos e dos desabrigados, dos sem saneamento básico, nunca mais..,

A democracia nos permite trocar de governantes de quatro em quatro anos. Se não prestou para a sociedade, então, tem-se a eleição e troca-se. É o que deve ser feito neste três de outubro, se não estiver agradando a sociedade, ou seja, aos cidadãos e eleitores. Pois assim procedendo já iremos, dar ouvido a opinião do ilustre escritor do realismo português Eça de Queiroz: “Os políticos e fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão”.