Artigo

José Alves

QUEM APANHA NÃO ESQUECE

Há um pensamento que diz: “Quem espanca esquece, quem apanha não esquece”. Foi o que aconteceu com os profissionais da educação. Sofreram na mão de Almir Gabriel e Simão Jatene. Passaram por situações deprimentes, impostas de forma terrível. Os sofrimentos foram sem limites. Resultou em prejuízos para o profissional da educação. Tiveram os seus direitos negados em virtude da desvalorização do magistério. Sentiram-se donos de tudo e de todos. Retiram dos trabalhadores da educação o direito à progressão vertical e horizontal do Plano de Carreira.

O que significa a progressão vertical e horizontal? A progressão vertical ocorre conforme o profissional vai se graduando. Se não possui nem o magistério, fica no nível AD-1. Quem tem o diploma do Magistério passa de AD-1 para AD-2. Tendo uma licenciatura curta alcança o AD-3 e completando a licenciatura plena chega ao nível AD-4. A progressão horizontal está voltada para as percentagens a serem pagas por anos trabalhados.

Passaram-se os anos e os professores pagaram seus próprios estudos. Graduaram-se. Prepararam-se melhor, resultando em benefícios para os alunos através de uma aprendizagem melhorada. São muitos que terminaram o nível superior. Ficam impedidos de receberem a progressão. Aposentaram-se como leigos, mesmo sendo efetivos. Uma injustiça sem limite. Quando a categoria se manifestava, reivindicando seus direitos, a porrada cantava. Foram momentos angustiantes nos governos de Almir Gabriel e Simão Jatene.

Depois de muitos anos de luta da categoria, foi possível aprovação de um novo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos Profissionais da Educação Básica da Rede Pública do Ensino do estado do Pará. A Lei nº 7442 foi sancionada em 02 de julho de 2010 pela governadora Ana Júlia.

O novo PCCR surge como uma nova esperança para os trabalhadores da educação, uma vez que foi resultado de muitas lutas, discussões e avaliações em mesa de negociação.

Espera-se que não ocorra uma espécie de maldição como já ocorreu. Não venha reforçar a injustiça desenfreada e comandada por aqueles que se consideram donos absolutos do Estado.