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QUEM APANHA NÃO ESQUECE
Há um pensamento que diz: “Quem espanca esquece, quem apanha não
esquece”. Foi o que aconteceu com os profissionais da educação.
Sofreram na mão de Almir Gabriel e Simão Jatene. Passaram por
situações deprimentes, impostas de forma terrível. Os sofrimentos
foram sem limites. Resultou em prejuízos para o profissional da
educação. Tiveram os seus direitos negados em virtude da
desvalorização do magistério. Sentiram-se donos de tudo e de todos.
Retiram dos trabalhadores da educação o direito à progressão
vertical e horizontal do Plano de Carreira.
O
que significa a progressão vertical e horizontal? A progressão
vertical ocorre conforme o profissional vai se graduando. Se não
possui nem o magistério, fica no nível AD-1. Quem tem o diploma do
Magistério passa de AD-1 para AD-2. Tendo uma licenciatura curta
alcança o AD-3 e completando a licenciatura plena chega ao nível
AD-4. A progressão horizontal está voltada para as percentagens a
serem pagas por anos trabalhados.
Passaram-se os anos e os professores pagaram seus próprios estudos.
Graduaram-se. Prepararam-se melhor, resultando em benefícios para os
alunos através de uma aprendizagem melhorada. São muitos que
terminaram o nível superior. Ficam impedidos de receberem a
progressão. Aposentaram-se como leigos, mesmo sendo efetivos. Uma
injustiça sem limite. Quando a categoria se manifestava,
reivindicando seus direitos, a porrada cantava. Foram momentos
angustiantes nos governos de Almir Gabriel e Simão Jatene.
Depois de muitos anos de luta da categoria, foi possível aprovação
de um novo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos
Profissionais da Educação Básica da Rede Pública do Ensino do estado
do Pará. A Lei nº 7442 foi sancionada em 02 de julho de 2010 pela
governadora Ana Júlia.
O
novo PCCR surge como uma nova esperança para os trabalhadores da
educação, uma vez que foi resultado de muitas lutas, discussões e
avaliações em mesa de negociação.
Espera-se que não ocorra uma espécie de maldição como já ocorreu.
Não venha reforçar a injustiça desenfreada e comandada por aqueles
que se consideram donos absolutos do Estado. |