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Delegada da PF
é a favor do uso de algemas em presos
Por
Carlos Cruz
Uma Ordem do
Supremo Tribunal Federal proíbe que os presos sejam algemados, e
ainda ameaça com punição os policiais que agirem dessa maneira. É
inegável que as algemas, em alguns casos, causam constrangimento,
mas, para a Delegada da Polícia Federal, Dr. Maria das Graças
Malheiros, “para a segurança de policiais e de terceiros, o preso
teria que ser algemado, e essa era a linha do DPF. Não tem
diferença, tanto faz ser preso do colarinho branco, um doutor, teria
que ser algemado. Segundo o Supremo, para algemar vamos ter que
justificar a necessidade da algema”, disse a Delegada. “Agora veja,
como é que no caso de uma prisão em flagrante, vamos saber a reação
de quem está preso?”, indaga. “A pessoa pode ser calma, tranqüila,
mas não se sabe o nível de estresse que essa pessoa pode ter e o que
pode fazer no momento em que está presa. Ela pode tentar fugir,
agredir, tirar a arma do policial”, justifica a Delegada Federal.
Ela cita casos em
que o preso, sem algemas, aproveitou para matar o réu. “Todo preso
tem que ser algemado. Claro, que tem que ter respeito pela dignidade
da pessoa. E algemas não ferem a dignidade humana”, disse a
Delegada.
As algemas
significam que o elemento está preso, disse ela. “Me diga uma coisa,
ir para atrás das grades não é muito mais pesado que uma algema nos
pulsos?”, pergunta. Segundo a ONU, a algema serviria para evitar o
uso da força.
A Delegada da PF
rebuscou seus vinte e quatro anos de carreira, para exemplificar que
“toda Operação da Polícia Federal quando se inicia, o chefe da
operação vai e reza o “Padre Nosso”, dizendo que o policial
em Operação não deve se envolver em problemas, não se deve entrar em
bebedeira, pois está a trabalho”, ressalvando que “caso aconteça
alguma irregularidade, deve ser comunicado ao superintendente da PF,
na capital do Estado, Manoel Fernandes Abade”.
Dra. Maria das
Graças explicou à equipe de O Impacto que “a Delegacia de Altamira
não tem em seus quadro de agentes, servidores policiais que possam
apurar casos de transgressão na área disciplinar. Eu não tenho
conhecimento do fato em si. Se houve algum comportamento indevido,
certamente a Superintendência em Belém vai tomar as devidas
providências e vai apurar”, falou.
Quanto aos maus
exemplos dados por alguns policiais, como os de Altamira, Dra. Maria
das Graças disse que “na Polícia Federal existem ´Linhas de
Conduta`, que rezam, que onde o policial estiver deve ser espelho e
modelo para a sociedade. Não deve se imiscuir em brigas, confusões e
outros atos imorais, mas nós somos seres humanos e todos nós
erramos”, exemplificou.
A Lei 4878, de
1977, é muito rigorosa, desde que a Polícia Federal foi criada, na
época do chamado “Regime de Exceção”, com um regime Jurídico
semelhante ao Regime Militar e as punições são várias, dependendo da
transgressão disciplinar que pratica o agente federal, que engloba
suspensão, advertência, repreensão e nos casos mais graves, tem a
demissão, como nos casos de corrupção, envolvimento com o crime,
roubo, tráfico de drogas. Esses são os crimes mais graves”, disse a
Delegada.
Quanto à farra
protagonizada por seis policiais federais em Altamira, a delegada
Maria das Graças Malheiros respondeu que Altamira não pertence à sua
área de atuação, conseqüentemente, a orgia teria que ser “analisada”
pelo diretor da Delegacia Regional na região. “Não temos ingerência
nenhuma, em nenhum aspecto com Altamira”, finalizou.
Fiscais do
Ibama acusados de extorsão em Santarém

Por: Carlos Cruz
Nem sempre quem
deveria ser o cumpridor da lei age de acordo com as normas éticas
importas pela sociedade. É o caso dos dois fiscais do Ibama que,
esta semana, acharam de praticar crime de abuso de autoridade em um
Posto de Abastecimento de Combustíveis, localizado na Avenida
Mendonça Furtado. E ainda por cima, graciosamente, acharam de
“trocar” o valor da multa imposta ao proprietário do Posto, por
litros de óleo Diesel, segundo relatos colhidos no local.
Esta “triste”
história que envolve mais um caso de extorsão praticado por
funcionários públicos federais, começa quando os dois fiscais do
Ibama chegaram no Posto para abastecer uma viatura do órgão federal.
Pediram para abastecer, porém, a pessoa que estava respondendo pela
direção do estabelecimento, explicou que o convênio com o Ibama
estava suspenso, desde que a nova direção havia assumido o Posto de
Combustíveis.
Foi, então, que os
agentes ficaram chateados e alegaram que a instituição federal
(Ibama), tinha direito na “casa” a 200 litros de óleo diesel. Diante
de nova negativa da gerência, um dos fiscais do Ibama, ameaçou
entrar com uma representação no órgão contra o local de vendas de
combustíveis. E assim ficou.
Ocorre que, depois
de duas semanas, os fiscais retornaram ao Posto de Abastecimento,
desta feita estava apenas o frentista, que diante da negativa em
atender aos fiscais, foi ameaçado, inclusive, de prisão. “Se o
senhor quiser, pode me prender”, disse o frentista. Antes avisou:
“Estou ligando para o dono do Posto, se quiser o senhor pode falar
com ele”. Ele ficou muito nervoso e acionou a filha do proprietário,
que assim que chegou deparou com a “estranha” movimentação.
O que ela viu a
deixou estarrecida; O fiscal do Ibama estava “expedindo a multa”,
lavrando um Auto de Infração, segundo os fatos narrados,
injustificado. Nessas alturas, já estavam no local o dono do
estabelecimento, seu advogado, e a gerente do posto.
Nesse vai e vem de
informações desencontradas e abuso de autoridade explícita, houve
uma “negociação” da multa, no valor de mais de R$ 100 mil, “Mas que
ficou pelo valor de R$ 35 mil reais”, segundo declaração das
vítimas, ao contrário de um dos fiscais do Ibama, que preferia fazer
um “acerto”, trocando combustíveis (diesel) pelo valor da multa.
Foi, então, que eles foram embora, deixando em seu rastro uma nova
estrada de corrupção pavimentada pela atitude desonesta dos dois
fiscais federais do Ibama de Santarém. Como nada foi “acertado”, o
Posto teve suas bombas de abastecimento lacradas, ficando sem
funcionar de quinta-feira à tarde até o sábado, quando normalizou
seu atendimento, depois de liminar expedida pela Justiça. “Tivemos
um prejuízo imenso, além do constrangimento de ter no local carros
do Ibama”, explicou a gerente. Um evidente constrangimento e
desgaste da imagem do Posto.
Liminar - Diante do
abuso de autoridade e da atitude de suspeita de corrupção, o dono do
Posto de Combustíveis entrou com Ação Judicial, recebendo Liminar
assinada pelo Juiz que desautoriza aos fiscais do Ibama a “lacrar”
o Posto, se limitando apenas a multar, caso fosse encontrada alguma
irregularidade. “Quem tem competência para tal é a Sema - Secretaria
de Meio Ambiente Estadual, não o Ibama”, segundo informações
técnicas judiciais, fornecidas por um advogado.
Houve, então, o
retorno dos dois fiscais do Ibama, sem saber o que os esperavam, uma
Liminar assinada pelo Juiz, e que foi afixada nas bombas de
abastecimento. Os fiscais do Ibama reclamaram que não haviam sido
notificados da existência da Liminar, ao que o dono do Posto falou
que, “não competia aos fiscais receber o documento judicial, sim à
gerência do Ibama, através de Recurso Administrativo, caso seja
comprovada a ação desonesta dos fiscais do Ibama.
Nada nos resta, a
não ser lamentar por mais este triste episódio, onde funcionários
federais, no caso o Ibama, são protagonistas de mais um caso de
extorsão e corrupção.
Negligência do IBAMA pode fazer
Vila de Arapemã desaparecer
Por: Manoel
Cardoso
A denúncia partiu de moradores da comunidade de
Arapemã, que donos de pequenas e médias embarcações estão extraindo
ilegalmente argila naquela comunidade, sem que a gerência do IBAMA
em Santarém tome alguma atitude no sentido de coibir o crime
ambiental. Segundo os moradores, com a erosão causada pela extração
de argila, que serve como matéria prima para a fabricação de telhas
e tijolos em olarias de Santarém, culminando com o fenômeno do rio
Amazonas, conhecido como “Terras Caídas”, a comunidade de Arapemã,
que fica localizada na zona ribeirinha do Município, corre um sério
risco de desaparecer devido ao impacto ambiental.
De acordo com a presidente da comunidade de Arapemã,
Ana Cleide Vasconcelos, em 2006 foi realizado um trabalho de
fiscalização da extração de argila pelo Ministério gal, feito tanto
por pequenas, quanto por grandes embarcações, especialmente para
suprir a matéria prima das olarias de Santarém. A comunitária
explica que em Arapemã moram cerca de 306 pessoas e, aproximadamente
22 casas já estão correndo risco de desabar, devido a erosão causada
pela extração da argila próximo ao lago da comunidade.
“A gente não vive perseguindo os extratores, mas cada
um deles sabe que foi colocada uma documentação através do Ibama,
proibindo a extração de argila na área de Arapemã, mas até o momento
o órgão federal não tomou nenhuma atitude para punir os infratores”,
declarou Cleide Vasconcelos, enfatizando que com a continuação da
retirada do barro que é a terra mais segura daquela área de várzea,
poderá se tornar um problema muito difícil para os comunitários,
porque vai acabar com o único trecho que os comunitários têm para se
dirigir até suas residências.
Segundo ela, o
Ibama já está cansado de saber do problema, porque várias reuniões
foram realizadas com representantes do órgão, onde foi colocada toda
a problemática, especialmente para que a gerência de Santarém
tomasse providências para resolver a situação. “Até hoje não sabemos
o por quê do Ibama ainda não ter feito um trabalho sério para dar
segurança para a comunidade de Arapemã”, questiona Cleide
Vasconcelos, reivindicando que representantes do Ibama possam se
dirigir até a Vila de Arapemã para ver de perto toda a situação.
Corregedor da PM pede que população denuncie o mau
policial
Por: Carlos Cruz
Nos grandes centros urbanos, quase sempre as denúncias contra
policiais ocupam páginas de jornais e espaços na mídia. Em Santarém,
não é diferente. O Capitão-PM Adauto, que atualmente responde pela
Corregedoria do Comando de Policiamento Regional 1, disse que um dos
maiores méritos, desde a criação do órgão, em 2003, é ver diminuir
as denúncias de civis contra Policiais Militares violentos. “Desde
a implantação da Corregedoria, no ano de 2003, diminuiu bastante o
índice de policiais envolvidos em ocorrências desse tipo”, disse o
militar. Números positivos que indicam que, a cada ano que passa as
denúncias e os procedimentos desse teor estão diminuindo cada vez
mais.
Mesmo assim, existe ainda o problema do temor que as pessoas
possuem em denunciar os maus policiais, que na opinião do Capitão
PM, não deve existir.
“Quero aproveitar o espaço de O Impacto para avisar a todos
cidadãos, não só de Santarém, mas de toda região Oeste, que procurem
a Corregedoria”. Capitão Adauto enfatizou que, qualquer tipo de
denúncia que envolva Policial Militar, deve ser levada a
conhecimento da Corregedoria. “Muitas das vezes a impunidade está
grande na região, porque as pessoas têm medo de procurar a
Corregedoria para fazer queixas contra maus policiais militares”,
disse.
O Corregedor da PM garante que o nome do denunciante vai
ficar no anonimato, caso assim seja melhor, e com certeza o
procedimento será instaurado, prometendo uma resposta bem rápida à
sociedade.
Ele informa, ainda, que a Corregedoria está aberta ao público
das 7 horas da manhã até ás 18 horas, sem parada para almoço. “A
partir do momento em que as pessoas tiverem seus direitos lesados
por qualquer constrangimento de um policial militar, a Corregedoria
está apta a receber, registrar a ocorrência e automaticamente tomar
as devidas providências”, informou o Capitão PM.
Capitão Adauto está atuando na Presidência da Corregedoria do
Comando de Policiamento Regional I, sediado em Santarém, em lugar do
Coronel Campos que se encontra em período de férias. Esta
instituição abrange quase toda a região Oeste do Pará, com exceção
de Altamira, que já possui uma Comissão de Corregedoria.
Ele informou que a função da Corregedoria de Polícia, entre
outras, é de fiscalizar os serviços de policiais militares nas ruas
e dar a estes assessoria jurídica. “Os policiais imaginam que o
trabalho da Corregedoria é punir, quando na verdade é também para
orientar, tanto no âmbito administrativo, quanto na esfera comum”,
justificou.
Capitão Adauto esclareceu à reportagem, que as denúncias de
violência cometidas por policiais militares estão diminuindo
consideravelmente, apesar de algumas opiniões contrárias.
Para quem imagina que a Corregedoria tem como rotina fazer
inquéritos contra maus policiais, é bom saber que a Instituição
também trabalha com inquéritos administrativos, como falta de
serviço e transgressões que estão previstas no Código de Ética.
“Registramos um e outros casos de agressões feitas por policiais
militares a civis”. São pouquíssimos, diz ele, “Trabalhamos mais no
âmbito administrativo”.
Punição- Capitão Adauto esclareceu que o mau policial,
dependendo da transgressão, pode sofrer punição de diversas
maneiras. “Nós temos o Código de Ética Disciplinar da Polícia
Militar”. Baseado neste Código, é que as punições são desenvolvidas.
“Nós usamos repreensão, detenção, prisão, além do Conselho de
Disciplina, usado em “Praças” com estabilidade e Conselho de
Justificação para Oficiais”. Isso significa, segundo Capitão Adauto,
apurar a conduta de oficiais e analisar se esse oficial reúne ou não
condições para permanecer nas fileiras da Corporação. “Como se fosse
uma exclusão a bem da disciplina para os praças e expulsão para
oficiais”, esclareceu. Capitão Adauto, citou vários casos de
oficiais que, através da Corregedoria, responderam ao Conselho de
Justificação, seguido de demissão. Recentemente, um Oficial da
região foi “punido”, respondeu Processo Administrativo, logo depois,
foi exonerado pela Governadora, sendo ”demitido” da Polícia Militar.
Quem tiver algumas denúncia contra Policial Militar, seja Praça ou
Oficial, é só entrar em contato pelo fone 3523 2492. e as denúncias
com certeza serão apuradas e seus autores punidos.

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