INFORME RC

 

BOM QUE AVISAM

Na maioria das grandes cidades, onde remédios falsificados “piratas” são vendidos em feiras e calçadas, a avaliação da ANVISA- Agência Nacional de Vigilância Sanitária, é a pior possível, notadamente agora com sua resolução 44, de agosto de 2009, chamada de “boas práticas farmacêuticas”, onde ditava normas às drogarias e farmácias. Foi derrubada pela Justiça, sem os Conselhos Regionais perderem o direito de fiscalizarem, melhor explicando, tudo fica como estava. Aqui em Santarém, segundo vozes da rua, os fiscais da ANVISA gozam de prestígio com proprietários das maiores farmácias, sempre visitam Alter do Chão, não gostam de bagrinhos (pequenos), a quem fazem de vítimas para mostrarem serviços, fechando seus estabelecimentos (como da vez anterior), embora abram depois e avisam quando vêm à cidade fiscalizar. O presidente do Conselho no Estado já alertou: breve estará aqui. Assim até a vovó.

DIVIDEM COM QUEM?

Com vísceras expostas, por determinação do Conselho Nacional de Justiça, em obrigar Tribunais de Justiça nos Estados divulgarem mensalmente, em seus sites na internet, salários pagos a seus servidores, podridões têm vindo à tona e muitas tem afrontado e desestimulado, quem busca no trabalho sua fonte de sobrevivência honesta. Mês passado, causou revolta no Paraná a descoberta de, num universo de 7100 funcionários, existirem 146 ligados a desembargadores, ganhando vencimentos milionários, alguns acima de 100 mil. Agora chegou a vez da Bahia, a jogada com os donos da casa deve ser maior, de 10.500, 80% não são concursados (afilhados, parentes, compadres) e percebem nos contracheques agrados melhores: supervisor de expediente 52 mil (em início de carreira 14); ascensorista 13 mil; recepcionista 17 mil; motorista 20 mil; assistente administrativo 6 mil (iniciante 2). Descoberta a mutretagem, a desembargadora-presidente diz propor “mudanças” para consertar salários. Os que ganham acima, dividem com quem? Acertou.

BOI VOA E POUSA

Tem ditado onde afirmam, na política, só não terem visto boi voar. Só se forem cegos. No Pará, boi vem voando e pousando há bastante tempo, só não vê quem não quer enxergar. O último a alçar vôo, leva como passageiros o PMDB/PTB/PR, com possibilidade de agasalhar o PDT e DEM para disputarem em coligação a sucessão ao governo do Estado e as duas vagas no Senado. Não sendo vero, pelo menos estão conversando e no reservado, com pedidos de segredo, é o que se comenta. Pode dar errado, mas que estão flertando estão! Pela leitura de jornais da capital, se percebe.

PAQUERADO

O deputado Junior Ferrari “PTB”, com base política em Oriximiná e municípios vizinhos, encarregado pelo Prefeito de Belém a proceder mudanças nas comissões provisórias na região, está como diz: sendo paquerado e recebendo promessas mil de apoio a sua 2ª reeleição, embora o “me segura” tenha se espraiado a outros deputados da legenda, alheios as disputas locais, temendo perderem o mando. Em Santarém, está sendo o contrário, o Junior Ferrari não está sendo paquerado e sim tentando materializar o desejo de Dulciomar, expressado num fausto café da manhã no Barrudada Hotel. Se vai cumprir ou não a ordem do chefe, o sururu está formado.

FALTA COMPLETAR

A poluição sonora, motivo de reclamação de comerciantes e público no centro comercial, acabou. Os “empresários”, alguns, só não retiraram mercadorias e prateleiras expostas nas paredes externas das lojas e calçadas. O secretário municipal do Meio Ambiente foi mais além: impôs áreas de silêncio a trechos tidos como desnecessários. Mas, um abuso desrespeitoso da alçada da Secretaria de Transportes, continua e precisa ter fim: a existência de carros baús e carretas promovendo carga e descarga, durante o dia, de segunda a sábado.  E o “perfume” da Avis Pará, em frente ao Hospital Regional, irradiando “cheiro” pra vários bairros e escolas, quando acaba? Neste dia o povo vai aplaudir.

O PAIOL PODE EXPLODIR

A manutenção ou não na prisão do ainda governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal “Brasília”, nas dependências da Polícia Federal desde 11/02, aguardando julgamento de habeas-corpus pelo Supremo, pode levar a crise a desmembramentos inesperados, atingindo o DEM nacional e seus ex-companheiros de partido de um passado recente. Preso por tentar subornar a testemunha-chave de seu esquema de corrupção, Arruda começa a dar sinais de desespero e de dentro da prisão ameaça seus ex-aliados e deputados (antes parceiros) favoráveis a seu impeachment, contra os quais diz ter forte munição. Certo está o Procurador Geral da República em pedir Intervenção ao Supremo, justificando não existir no Executivo e Legislativo do DF as mínimas condições de exercerem atribuições constitucionais. O paiol ainda pode explodir.

A FALTA QUE FAZ

Têm prefeitos no Oeste paraense sentindo falta do engenheiro santareno Alcir Queiróz (falecido), fundador e primeiro dirigente da empresa Dinâmica Engenharia, profissional competente e admirado pela beleza e perfeição das obras realizadas na maioria das cidades da região, principalmente em Santarém e Itaituba (onde construiu o Porto “Hidroviário”), tido como o melhor do interior do Pará. Em Alenquer, o construído há pouco tempo, bancado integralmente com recursos do Estado, está lacrado e condenado pela Defesa Civil e sem condições de suportar o peso de um caminhão, onde milhões foram jogados fora, com o prefeito João Piloto, herdeiro do monstrengo, correndo atrás para saber a quem cabe a culpa.

ONDE VÃO COLOCAR?

O presidente Lula é favorável, passado é passado, aprovado, vai contar daqui pra frente. Tramita em decisão terminativa na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, com parecer favorável ainda a ser enviado à Câmara dos Deputados para apreciação, Projeto de autoria da ex-senadora Heloísa Helena, alterando o Código Penal e a Lei dos Crimes Hediondos, enquadrando a corrupção como crime hediondo, com pena de reclusão variando de 10 a 20 anos, e tem como objetivo punir quem subtrai dinheiro público, oferecendo vantagem indevida, causando dano coletivo. Bom, né? O difícil é aprovar, pior ainda é não ter lugar para agasalhar os apenados.

NÃO TOMAM SEMANCOL

Pessoas ligadas a Prefeitura de alguns municípios do Oeste paraense, representativas por sinal, comentavam as dificuldades de determinadas administrações em função de cumprirem compromissos políticos assumidos nas eleições de 2008, agasalhando em seu quadro de auxiliares secretários tidos como ruins e incompetentes, alguns do nada não sabendo nada, a não ser embolsarem bons salários, empregar parentes como assessores, viajar com diárias e passagens à custa das “viúvas”, como se fossem a serviço. Legal, né? Se não for verdade é quase, a vantagem é de nenhum conhecer o efervescente Semancol.

DE OLHO NOS MENINOS

Assessor do vereador Valdir Mathias informa à coluna, do comandante dos verdes “PV” no Município, não estar preocupado com a atuação dos ambientalistas tucanos no partido e sabe perfeitamente de alguns deles não irem cumprir o compromisso da legenda com a reeleição da Governadora, ou melhor, já estão trabalhando contra, tentando interferir em formação de conselhos municipais, com objetivo de criar embaraços a Prefeita e secretários. O informante faz questão de dizer do Everaldo (Casa Civil) saber de tudo e a ordem no Município é deixar os meninos à vontade.

VAI FICAR NO MESMO

A promessa do presidente da Câmara Federal ao presidente da OAB nacional, Ophir Cavalcante, de colocar em pauta Projeto de Lei de iniciativa popular (1300 mil assinaturas) conhecido como ficha-limpa, pedindo afastamento da vida pública de candidatos condenados em 1ª instância, em nada vai mudar as regras atuais obedecidas pelos ministros do TSE. Aprovar como quer a OAB é que são elas, a possibilidade é zero. Em reunião de líderes, decidiram manter na apressada reforma do Judiciário, também em pauta, o foro privilegiado para os atuais ocupantes de cargos eletivos, melhor ainda, quando terminarem os mandatos os processos tramitarão em instâncias superiores, ou seja, tudo vai ficar no mesmo. Um dia muda, mas vale o grito do Ophir.

QUEM PODE, NÃO PAGA

Falta d’água não é problema isolado atingindo algumas cidades. No Brasil, quase todas, inclusive capitais de estados importantes, enfrentam esta situação, há quase século ou mais (e vão passar outros tantos) enquanto governos não encontrarem meios de minorar a angustiante aflição vivida diariamente por milhões de brasileiros. Em Santarém, a Cosanpa, como em outros municípios do Estado, não dispõe de recursos para acompanhar 20% do crescimento das cidades, mas aqui encontra entraves em ampliar atendimento a milhares de famílias, devido a inadimplência, o que não acontece com as taxas de luz. Agora, comerciantes da área central e proprietários de motéis (muitos) não pagarem o consumo, é sacanagem. Quem sofre com os atrasos são os pobres das periferias que pagam em dia.

INSEGURANÇA

Não tem reza, choro ou consolo que conforte a perda de uma vida retirada do convívio familiar de maneira inesperada, pelas mãos de bandidos, assaltantes e criminosos os quais praticam as mais variadas modalidades de crimes, parte menores de 18, pelo simples prazer de matar. Vidas preciosas têm sido encurtadas, as violências narradas diariamente pelas TVs, acontecidas no País, amedrontam os brasileiros e sempre mostram o lar, antes inviolável (dito pela Constituição), seus ocupantes serem mortos a pauladas por marginais e policiais à paisana, a serviço do crime, para roubar. Nas periferias das cidades as gangues se multiplicam. O que menos temem é a Polícia e assim está pelo Brasil todo.

O MOTIVO É OUTRO

Em ano eleitoral tudo acontece, até cálculo errado, se materializado pode causar embaraços aos participantes, e o caso de Itaituba, onde o Prefeito reeleito, Roselito Soares “PR”, anuncia sua renúncia para ser candidato a Deputado Estadual é um deles, quando na realidade o motivo é outro. O gestor teme ser cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral, onde é alvo de ação, ainda a ser julgada, movida pelo PMDB, acusado de abuso do poder econômico e ter seus direitos políticos suspensos. Sua renúncia não arquiva o processo. Se julgado e perder também atinge o vice, não podendo recorrer da decisão, por ter renunciado, assume o 2º colocado e adeus candidatura.

GOSTAM DE DINHEIRO

Está se tornando mania ocupar próprios públicos e paralisarem serviços essenciais de atendimento a população como forma de protestar ou reivindicar melhorias, normalmente encabeçados e orientados pelos que vivem à custa do governo. Neste início de ano “janeiro”, a bagunça tem sido proporcionada por índios “dirigidos por brancos, bem brancos”. Bloquearam e invadiram agências da Funai espalhadas pelo Brasil, exigindo exoneração do presidente do órgão, por ter desativado, acertadamente, alguns postos de atendimento. Mês passado, no interior do Maranhão, paralisaram por 10 horas a estrada de ferro Carajás, da Vale, exigindo entrega de materiais agrícolas, dinheiro e construção de estrada privativa a uma aldeia, causando prejuízos a empresa e a quase 1000 passageiros. Em ano eleitoral, dar prejuízos ao governo e não ser punido, já se tornou costume.

E-mail: portalnahora@bol.com.br